Detalhe da Análise

 
XTZ 250 TENERE
 
XTZ 250 TENERE 2015-02-05 23:11:45 Alexandre Langner
Satisfação Geral 
 
7.0
 
Visual 
 
9.0
Conforto 
 
7.0
Performance 
 
7.0
Dirigibilidade 
 
9.0
Consumo 
 
10.0
Custo x Benefício 
 
8.0
Alexandre Langner Analisado por Alexandre Langner    05 de Fevereiro de 2015
Atualizado pela última vez: 05 de Fevereiro de 2015
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Com a moto beirando os 18.ooo km, sinto-me confiante para escrever sobre a mesma e a recomendo, mas com ressalvas, explico:
Quando escolhi esta moto me baseei em comentários encontrados em diversos sites, inclusive o Motonline, infelizmente isso me deu uma expectativa inflada sobre a Ténéré, não que os outros comentários não reflitam a realidade de cada um, longe disto, mas prefiro um texto mais objetivo e livre da paixão que nós motociclistas tanto sentimos por nossos brinquedos de gente grande.
Diversas características da Tézinha me agradam como, por exemplo: o consumo, a autonomia, a proteção proporcionada pela bolha, o conforto das suspensões e sua aparência.
Mas há outras características que me desagradaram, e muito. A insegurança que sua suspensão e freios passam, aliados ao fraco desempenho que ela apresenta em alta me ceifaram um prazer, o de sair com minha garota pelas rodovias paulistas.
Pode ser exagerado, eu sei, mas é verdade, tanto é que no último ano rodei com ela apenas 1/3 do que andei com minha antiga Twister em igual período, fato constatado com certo espanto de minha parte.
A baixa qualidade construtiva da mesma também me decepcionou, onde a Yamaha utilizou materiais baratos ao invés de investir em balanças e aros de alumínio, ou simplesmente uma pintura que protegesse as peças da corrosão.
Como disse, para meu uso e minhas preferências esta moto ficou aquém do necessário, não sinto nem de longe a satisfação que sentia com minha Twister/08, mesmo a antiga sendo beberrona e com vazamentos no cabeçote. A Ténéré foi a moto que me fez decidir comprar um carro.
Yamaha tem muito a melhorar, não é a toa que a Honda vende absurdos em terras tupiniquins.

Eu recomendo!
Prós
A Tézinha é muito econômica (28km/l em média na cidade), o que aliado a seu tanque de 16l garante autonomia para muitos quilômetros.
O torque "em baixa" é muito bom, arranca com facilidade mesmo em subidas.
Sua carenagem e bolha protegem o piloto de maneira muito satisfatória, impedindo o vento e a chuva com competência.
A suspensão é bem macia e confortável, mas tem seu porém que explicarei nos "contras".
Farol muito eficiente.
Visual chama atenção tanto pela beleza quanto pelo porte de moto grande, dificilmente o motorista do carro à frente não te vê.
Anda bem em estradas de terra batida, encara com competência uma trilha leve.
Não teve manutenção pesada até o momento.
Contras
---Características:
*A moto é feita com matérias-prima de péssima qualidade que associadas a uma pintura ruim, culmina em inúmeros pontos de ferrugem. Tem na balança, no aro, nas hastes dos retrovisores, não sei quantos anos a moto aguentará sem derreter por completo. (não moro no litoral e nunca fui pra lá com ela).
*Freios ineficazes, não confie neles, são borrachudos e de baixa potência. Em especial o dianteiro, o traseiro não é tão ruim.
*Barulho estranho do motor, parece que está quebrado ou com algo solto lá dentro.
*Banco impossível, se usar em viagens, prepare 500 Dilmas para trocar por um banco de verdade.
*Aros de aço empenam facilmente.
---Agora os dois principais motivos da minha decepção:
*Desempenho: muito fraquinha em altas quando se está com garupa, chega a ser perigoso nas rodovias paulistas onde o limite é de 120km/h, não tive coragem de colocar minha garota na garupa e pegar a estrada, o que fazia sem pensar quando tinha uma Twister.
*Suspensão: embora muito macia e confortável, a traseira cede vergonhosamente quando se está com garupa, o guidom chega a perder o contato com o solo em uma arrancada ou troca de marcha em subidas, por exemplo, perigosíssimo. Isso que ela pesa uns 60 kg (ahh se ela me vê escrevendo isso, kkk).
---Problemas apresentados:
*As sanfonas da suspensão rasgaram com cerca de 14mil km, problema que é facilmente resolvido substituindo por uma "Circuit" por cerca de R$ 80 Dilmas.
*Vazamentos de óleo em uma junta do motor e na tampa do filtro.

Condição do Teste

Tempo de Uso
Mais de um ano
Ano de Fabricação
2011
Tipo de uso
Meio de transporte
Terreno testado
  • Urbano
  • Terra
  • Estrada
  • Pista
Quilometragem
18.000 Km
Manutenção
Fácil de encontrar
Custo de Manutenção
Normal
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