Amigos
O importante de uma ideia é ela ser discutida democraticamente. No caso, não fazer como os orgãos oficiais que chegam e...pum, sai uma Lei da cabeça deles.
Então vamos por partes:
- a questão do capacete comum existe. Já vi moto-taxis em varios luigares e usa-se sempre um numero maior para "adequar" a cabeça do cliente. Usar touca, produtos anti-piolhos, etc, etc, também é valido. O piloto tira de uma pochete (ou algo semelhante) e oferece uma daquelas toucas de hospitais/cozinhas.
É valida a questão do capacete frouxo ser um perigo no caso de uma queda? Sim, é preciso pensar nisso.
- se o preço for R$ 3,00 dá para o combustivel, manutenção, toucas, etc.
- a questao do contato fisico é séria. Homem ou mulher preferem segurar atras (na rabeta ou bagageiro), o que facilita um tombo para trás, no caso de uma arrancada brusca. talvez segurar numa alça fixada no chassis, uma adpatação doméstica.
Outra coisa é a "curva quadrada", isto é, o piloto vai para um lado e o garupa para outro! Também é questão de explicar antes para o cliente e ir devagar, até ele (ou ela) se acostumar.
Gostaria de lembrar que a moto, apesar de ser um mercado que irá crescer cerca de 30% este ano, ainda é um objeto que confunde as pessoas. Muita gente ainda não sabe como lidar com elas.
Igualmente, há uma leva de pilotos novatos, pessoas que aderiram à moto recentemente e também ainda não a compreendem bem.
Posso dizer que, em 1970, fui chamado por porteiros (sim, ainda não havia a profissão de Segurança) do primeiro Shopping Center de São Paulo para retirar minha moto do estacionamento porque não havia lugar para motos. Tive que tirar de lá e colocar na calçada (era permitido e não tinha problemas de segurança);
Anos depois, em 1982, briguei com um sindico do predio onde morava porque coloquei a moto na minha vaga, pois estava sem carro, e ele mandou tirar. Disse que lá não era lugar para moto (e a vaga era minha!), mandou colocar ao lado da lixeira, num espaço que não cabia uma bike;
Recentemente, fui barrado por um Segurança de Shopping porque não quis entrar no famoso "chiqueiro" (sim, em alguns shoppings são verdadeiros chiqueiros) que já estava lotado e o cara que estava na porta disse: deixa aí que depois eu guardo. Eu, hein? Ele que deixe a mãe, eu não deixo a minha moto!
Assim amigos, a cultura de ter uma moto, conviver com uma moto, administrar estacionamentos, condominios, etc, ainda é um aprendizado do dia a dia.
Leiam o artigo do Tite (24/09/2007 - O trânsito sociopata ) e avaliem o quanto ainda temos que aprender na convivencia Homem/Moto.
Um abraço a todos.