JF-HD/FAT escreveu:
wolfmann escreveu:
o risco securitário é calculado com base nas informações de acidentes enviadas pelos órgãos oficiais.
A primeira providência para melhorar o risco motocicleta seria especificar o que é acidente com motocicleta e acidente envolvendo motocicleta.
O acidente com motocicleta é o acidente causado pela motocicleta: tombo por imperícia ou imprudência e atropelamento.
O acidente envolvendo motocicleta é o acidente que acontece na maior parte das vezes: veículos maiores colidindo ou atropelando motocicletas.
Garanto que se fizer essa triagem os acidentes de moto diminuiriam bastante porque hoje em dia tudo que acontece com uma moto é um acidente de moto quando muitas vezes é acidente que envolveu a moto.
O caso da Silvana é emblemático: ela sinalizava saída da rodovia para a lateral direita e o caminhão não esperou a saída dela, forçando passagem e arrastando-a. Ela terminou debaixo do caminhão com o eixo traseiro arrastando-a porque o motorista freou quando sentiu a pancada. Isso não é acidente de moto, isso é acidente envolvendo moto porque se fosse um carro o motorista não teria forçado a passagem.
E não pude receber o DPVAT porque as exigências esdruxúlas (documento original do caminhão e da moto) não permitiram isso.
O DPVAT precisa ser aprimorado e não descarto a sugestão de que comprovando a existência de seguro do veículo contra terceiros em valor igual ou superior aos valores do DPVAT, o proprietário seria isento de nova cobrança.
Caro Wolf,Vou respeitosamente discordar parcialmente de vc.1. Com relação ao acidente da Silvana, vc. está coberto de razão: ela foi vítima da irresponsabilidade - criminosa - de terceiro.2. Vc. também tem razão quando afirma que o vlaor do prêmio é calculado - ou deveria ser - em função da estatística de sinistralidade.3. Acredito que vc. esteja equivocado em relação à responsabilidade pela maioria dos acidentes. Aqui em S.Paulo, vejo muito colega motociclista eclamando que foi "fechado". Mas se vc. for analisar o "acidente", verá que ele normalmente é fruto de uma condução totalmente equivocada da moto, que normalmente é usada trafegando em alta velocidade pelos corredores cada vez mais estreitos. Indo ao trabalho de carro, canso de ter de frear - e frearei sempre - para permitir que verdadeiros "kamikazes" sobre duas rodas passem incólumes, mas às vezes eu simplesmente não vejo a aproximação - e certamente muitos outros - e aí que mora o perigo.Domingo passado, por exemplo, vi na rodovia Mogi-Bertioga um acidente frontal envolvendo carro e moto. pela posição dos veículos, a moto vinha ultrapassando pela contramão em lugar claramente sinalizado com dupla linha contínua e tachões refletivos amarelos no meio.Canso de ver motociclista buzinando furiosamente para passar em alta velocidade em corredor mesmo sendo visível estreitamento de pista e carros com seta direcional ligada já mudando de faixa.E por aí vai.Resumindo: na maioria das vezes, principalmente na cidade, o que se vê é motociclista sem menor noção de comportamento adequado no trânsito e sem nunca ter sequer ouvido falar sobre direção defensiva.Enquanto isso prosseguir, a carnificina seguirá seu curso ascendente, e com ela o DPVAT e o preconceito contra o uso de motos.AbçJF
concordo em parte. Temos de chegar a uma fórmula para classificar os acidentes.
Marcar como acidente de moto somente porque tem uma moto envolvida prejudica demais. Uma triagem prévia da "otoridade policial" que faz o registro do acidente já ajudava bastante.
Com relação à imprudência no trânsito, infelizmente só existe uma opção: educar e proibir o corredor.
Eu ando no corredor, sei dos riscos e acho que andarei menos de motocicleta se proibirem o corredor, mas é a única opção que vejo para evitar que os suicidas continuem atrapalhando a vida dos outros.